O Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) é uma ferramenta poderosa e cada vez mais acessível para a agricultura moderna. Ele utiliza imagens de satélite para medir a saúde e o vigor da vegetação. Na cultura do feijão, o uso do NDVI pode ser um divisor de águas, ajudando os produtores a tomar decisões mais informadas e a otimizar a produção. Na Sólida, os sensores são acoplados em motos.
O NDVI funciona capturando a luz refletida pelas plantas em duas faixas do espectro: o vermelho (onde a clorofila absorve a luz) e o infravermelho próximo (onde a estrutura celular da planta reflete a luz). Uma planta saudável e vigorosa com muita clorofila absorve mais luz vermelha e reflete mais infravermelho próximo, resultando em um valor de NDVI alto. Por outro lado, plantas estressadas, doentes ou com baixo vigor refletem mais luz vermelha e menos infravermelho próximo, gerando um NDVI baixo.
Mapear a variação do NDVI ao longo da plantação revela áreas com desenvolvimento desigual. Isso pode indicar problemas na semeadura, compactação do solo ou manejo inadequado. Com essa informação, é possível ajustar as práticas agrícolas para garantir um crescimento mais uniforme e, consequentemente, uma colheita mais consistente.
Ao identificar zonas de baixo NDVI que podem ser causadas por deficiência de nutrientes, o produtor pode realizar a aplicação de fertilizantes de forma mais precisa, apenas onde é realmente necessário. Essa abordagem de agricultura de precisão reduz custos, evita o desperdício de insumos e minimiza o impacto ambiental.
O NDVI é uma ferramenta valiosa que transforma dados de sensoriamento remoto em informações práticas e acionáveis. Ele capacita o produtor de feijão a monitorar sua lavoura em larga escala, otimizar o uso de recursos e intervir de forma precisa, resultando em maior eficiência e sustentabilidade.
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